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Os Mesmos Direitos, As Mesmas Oportunidades: Educação e Deficiência

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Na maior parte dos países de baixo e médio rendimento, as crianças com deficiência têm mais probabilidades de não frequentar a escola do que qualquer outro grupo de crianças. Mesmo que frequentem a escola, as crianças com deficiência muitas vezes têm mais probabilidade de abandonar a escola precocemente. Nalguns países, ter uma deficiência pode significar que a probabilidade de a criança não frequentar a escola pode duplicar, se a compararmos com os seus colegas não deficientes. Não é, portanto, surpreendente que em muitos países as crianças com deficiência constituam a grande maioria daqueles que não frequentam a escola. Para as crianças com deficiência que frequentam a escola, a qualidade e a forma como são escolarizadas - muitas vezes em escolas segregadas - pode contribuir para aumentar a sua exclusão da sociedade e confirmar as visões negativas que as pessoas têm sobre a deficiência.

A GGE vai centrar a Semana de Ação Global de 2014 na sensibilização de questões relacionadas com a deficiência com a campanha Os Mesmos Direitos, As Mesmas Oportunidades: Educação e Deficiência.

 

A Semana de Ação Global é um dos pontos centrais para o movimento da educação. Criada e liderada pela Campanha Global pela Educação, a Semana de Ação Global oferece a todos os ativistas pelo direito à educação a oportunidade de dar importância a uma área central da agenda da Educação para Todos bem como de fazer um esforço direcionado para conseguir alterações no terreno, com o apoio adicional de milhões de pessoas do público em geral em todo o mundo que se juntam para lutar pela mesma causa.

Estamos a pedir a professores, alunos, ativistas pela educação e ao público em geral que participem nos eventos da Semana de Ação Global que vão ocorrer, em todo o mundo, entre 4 e 10 de maio de 2014.

Se é professor e a sua escola vai participar, registe-se aqui.

Se é membro de uma coligação-nacional da CGE, registe-se aqui para participar.

  • No Maláui e na Tanzânia, as probabilidades de uma criança com deficiência nunca frequentar a escola é duas vezes superior à das crianças sem deficiência. No Burkina Faso, ter uma deficiência aumenta duas vezes e meio o risco das crianças não frequentarem a escola.
  • Na Bolívia, estima-se que 95% da população com idade entre 6 e os 11 anos frequente a escola, mas apenas 38% das crianças com deficiência a frequenta - mais do que duplicando as probabilidades de não frequentar a escola.
  • Na Etiópia, de acordo com o Ministério da Educação, menos de 3% das crianças com deficiência tem acesso ao ensino primário, e o acesso à escolaridade diminui rapidamente à medida que as crianças avançam nos vários níveis de ensino.
  • No Nepal, 85% de todas as crianças que não frequentam a escola são portadoras de deficiência.
  • As raparigas com deficiência têm uma situação ainda pior do que a dos rapazes. No Maláui, um estudo mostrou que há mais raparigas com deficiência que nunca frequentaram a escola quando comparadas com os rapazes com deficiência. Isso traduz-se em taxas de alfabetização mais baixas em adultos: por exemplo, as estatísticas nacionais no Gana mostram que a taxa de alfabetização de adultos sem deficiência é de 70%, que se reduz para 56% para os adultos com deficiência, e este número cai para apenas 47% para as mulheres com deficiência.
  • A Itália é o único país europeu em que quase todos os alunos com deficiência (mais de 99%) estão incluídos nas escolas regulares.